Top 5: filmes sobre artistas plásticos

17 de outubro de 2017 às 18:06

Por Beatriz Prieto

Para começar a esquentar os motores para o próximo Diálogos Transversais, que tem como tema “Arte e poder / Arte é poder”, fizemos uma lista com 5 documentários sobre artistas franceses para você conhecer mais sobre o caminho que cada um percorreu para tocar o espectador com a sua arte:

Camille Claudel

O poder de enfrentamento que Camille Claudel teve em sua época, ainda muito restrita no quesito da participação das mulheres, a faz certamente uma figura a ser admirada. Suas esculturas com traços mais abruptos e inovadores para o período deixaram seu nome marcado nas artes, porém o reconhecimento se deu somente depois de sua morte. Camille manteve um relacionamento conturbado com o também escultor Rodin, que foi seu mentor, e passou seus últimos dias em um hospício, depois de resistir 30 anos confinada. Sua história dramática é interpretada por Juliette Binoche no longa Camille Claudel 1915:


Paul Cézanne e Émile Zola

Contando a história de amizade e rivalidade entre o pintor Paul Cézanne e o escritor Émile Zola, o filme Cézanne et moi se detém nesta relação entre dois artistas com muitas diferenças, inclusive no sentido monetário, uma vez que Paul era rico, e Émile pobre. Os dois estudaram juntos e desenvolveram seus talentos com o passar do tempo, e o enredo é interessante pois esboça a realidade dessas duas figuras fundamentais do métier da arte.


Vincent Van Gogh

Os diálogos são em inglês, mas o longa vale muito a pena por ser uma animação construída toda em pinturas a óleo, como se Van Gogh tivesse pintado cada cena! A riqueza do trabalho presente em toda a narrativa é fantástica, além de a história do pintor holandês ser contada de forma bem didática. Vale dizer que ele passou seus últimos dias na França, sendo que também dedicou parte de seu tempo para morar na Bélgica, outro país francófono que teve forte participação na sua carreira.


Paul Gauguin

O exílio de Gauguin no Taiti foi um ponto culminante na trajetória do pintor, que se encantou ao retratar o povo polinésio em seus quadros. Longe do padrão europeu, ele encontrou a liberdade de traço e de cor que precisava para potencializar seu trabalho, e lá também conheceu Tehura, sua esposa. Os desafios de se manter em uma terra tão afastada de sua realidade também fez com que ficasse frente a frente com doenças, com a pobreza, e a própria solidão.


Auguste Renoir

Os últimos anos de Pierre-Auguste Renoir servem como roteiro do filme que se passa durante a primeira guerra mundial. Na trama, o impressionista vive uma relação conturbada com o filho, já que a modelo que Renoir usava em seus últimos quadros, Andrée, acaba virando objeto de desejo de seu filho. O cenário do longa, filmado no sul da frança, e o figurino impecável das personagens são outros pontos fortes.