Top 3: Dicas de Ines de la Fressange em “A Parisiense”

9 de agosto de 2017 às 13:33

Por Beatriz Prieto

A capa vermelha de La Parisienne já o faz parecer como um guia levado a sério quando o assunto é moda e dicas de lugares legais para renovar o guarda-roupa. Mas não só: por dentro, com diagramação divertida e bem diferente da capa sisuda, a leitora tem acesso a algumas pinceladas do savoir-vivre da parisiense, que aproximam a estrangeira de um olhar mais local, típico de quem cresceu em Paris. A própria autora, Ines de la Fressange, ícone da moda e ex modelo, nasceu em Saint-Tropez, mas de tanto viver na capital, incorporou o style da mulher que por lá criou raízes. Em comemoração ao seu aniversário, 11 de agosto, voici três atitudes recomendadas por ela para você se sentir como uma locale:

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Capa do livro “La Parisienne”, de Ines de La Fressange

Conheça um lugar quase secreto

Praticamente todos temos lugares que nos acolhem e soam como um porto seguro na cidade. Para Fressange, quanto mais escondido e secreto este lugar for, melhor. Até porque, diz ela, “la Parisienne adore prendre ses amies en flagrant délit d’ignorance”, e não há nada melhor que apresentar novidades que antes pareciam pertencer somente a nós mesmos. Ela cita um de seus lugares secret no livro, os Toilettes de la Madeleine, na Place da la Madeleine, perto da igreja homônima. Hoje, estes banheiros públicos nada convencionais se encontram fechados. A graça de visitá-los era poder ver a madeira em mogno envernizado do início do século XX, os vitrais floridos e cerâmicas. que o tornavam um digno monumento histórico preenchido de art nouveau.

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Os Toilettes de la Madeleine, mencionados no livro 

Visite museus pouco conhecidos

Sair do grande circuito de museus, lotados de turistas e seus selfies, pode ser uma ótima opção para quem faz o tipo desbravador e gosta de opções pouco divulgadas. Fressange indica o Musée Dapper para conhecer a arte africana, o Musée Marmottan Monet para uma degustação do impressionismo e das obras de Claude Monet. Além destes, outros dois são citados, o Musée Cognacq-Gary que guarda uma coleção de objetos do século XVIII, e o Musée Jacquemart-André, um belíssimo hotel particular que pertenceu a uma família endinheirada do século XIX e se tornou museu devido a ampla coleção de objetos de arte expostos.

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Parte do acervo do Musée Jacquemart-André 

Explore as livrarias antigas

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Livraria F. Jousseaume, especialista em livros antigos 

A Fnac é bem prática, bien sûr! Mas para buscar uma ambientação original e ver de perto edições já amareladas pelo tempo, Paris é bem servida de livrarias lendárias. Entre elas, a autora cita a Galignani, a primeira a vender exemplares de livros em inglês no continente, ou, para quem quiser sujar os dedos folheando pedaços de história, Les Archives de la Presse, com coleções vintage de Elle, Vogue e outras relíquias da era de ouro das mídias impressas. Os livros clássicos podem ser consultados na La Librairie des Archives ou na Librairie F. Jousseaume, que guarda também gravuras do século XIX.