Top 5: Mulheres francesas que fazem a diferença

7 de março de 2018 às 12:58

Por Beatriz Prieto

Para lembrar o dia das mulheres, neste 8 de março, selecionamos 5 mulheres francesas que, por seus posicionamentos e inovações, valem a pena serem acompanhadas. Os nomes transitam pela ciência, política e economia, áreas que recebem, historicamente, participação massiva de homens. Inspirezvous!

Christine Lagarde

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É a primeira mulher a ocupar o cargo de Diretora-Gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), o que exerce desde 2011. Ela já tem uma carreira política extensa, e, em 2016, assinou junto a outras 17 mulheres do governo francês, uma carta aberta que denuncia o comportamento da elite masculina sexista e pede mudanças. Sua presença em um cenário político tradicionalmente ocupado por homens contribui para aumentar a representatividade da mulher neste meio.

Françoise-Barré-Sinoussi

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Nada menos que a descobridora do vírus da AIDS, Françoise desempenha um papel fundamental para a ciência, reconhecida com um Prêmio Nobel ainda em 2008. Seu feito começou em 1983, quando a pesquisadora publicou na revista Science a descrição de um retrovírus, naquele momento ainda não identificado como HIV. Seus estudos renderam mais de 240 publicações científicas, levando informações de prevenção e tratamento da AIDS para países em desenvolvimento.

Christiane Taubira

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Nascida na Guiana Francesa, Taubira já ocupou vários cargos políticos, e vem defendendo firmemente os direitos dos marginalizados durante sua carreira. É dela o projeto de lei que permite o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo, que entrou em vigor em 2013 na França. Outra lei, de 2001, nomeada Lei Taubira, reconhece o tráfico atlântico de escravos e a escravidão como um crime contra a humanidade. 

Anne Hidalgo

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Vinda da Espanha junto de sua família, Ana obteve a nacionalidade francesa em 1973, passando a se chamar Anne, e entrou na vida política em 1997 para trabalhar no ministério do emprego. Em 2014, tornou-se a primeira prefeita mulher a administrar Paris, e com isso pôde implementar medidas sustentáveis, como banir carros de áreas específicas no primeiro domingo do mês, incentivar o uso de ciclovias, transporte público, e assim tornar a cidade mais amigável aos pedestres. 

Esther Duflo

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A economista francesa é reconhecida por suas pesquisas com foco em encontrar soluções para erradicar a pobreza e colaborar para o acesso da população vulnerável à saúde. Em 2011, após 15 anos de pesquisa aprofundada sobre a pobreza, ela lançou o livro Poor Economics, muito bem visto pela crítica. Duflo tenta disseminar suas ideias por meio de revistas científicas e conferências no TED, tendo já ganhado prêmios que reconhecem seu esforço e estudo para provocar mudanças no entendimento e levantamento de dados sobre a pobreza.