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Top 3: Castelos além de Versailles

17 de março de 2017 às 15:49

Por Beatriz Prieto

Nem sempre é possível dispor de um dia inteiro para conhecer o Château de Versailles, tido como a principal morada da corte e levantado graças às extravagâncias de Louis XIV, que transformou o pavilhão de caça de seu pai em um castelo com 700 cômodos. Mas outras joias reais podem ser visitadas, também nos arredores de Paris, sem filas homéricas e de fácil acesso – dois deles, o Château de Fontainebleau e o Château de Chantilly, próximos ao metrô. Igualmente opulentos e gigantescos, são opções que alimentam a curiosidade em saber como era a vida cercada de conforto que os nobres dispunham, além de compreender quantas milhares de pessoas estavam envolvidas para que o bem estar real fosse assegurado. Conheça três castelos além de Versailles:

Château de Fontainebleau

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O castelo renascentista a 69 km quilômetros de Paris conta, surpreendentemente, com quase dois mil quartos, e teve sua construção impulsionada durante o Renascimento, embora sua primeira menção tenha acontecido em uma carta real de 1137, ainda na idade média. Servindo de residência real durante oito séculos, o château foi se transformando com o passar das gerações aristocráticas, tendo sido lá, inclusive, que Catherine de Medici deu à luz a seus 6 filhos, e também criou o Jardin de Diane, entre as várias áreas verdes da propriedade.

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Outra curiosidade é um museu chinês, que guarda arte oriental e que pertencia à imperatriz Eugénie, esposa de Napoleão III. Napoleão Bonaparte, aliás, foi quem deu vida ao castelo após os saques da Revolução Francesa, e continuou a embelezá-lo com ornamentos folheados a ouro, afrescos, tapeçarias e adornos em madeira. As visitas guiadas incluem os Grands Appartements, os quartos gigantes dignos da realeza.

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Château de Vaux-le-Vicomte

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Construído pelo superintendente das finanças de Louis XIV, Nicolas Fouquet, o castelo tem jardins projetados por Le Brun e Le Nôtre, o mesmo que projetou Versailles e também parte dos jardins do Château de Fontainebleau. Igualmente perto de Paris, a 60 km, a residência parece ter sido deixada há pouco pela família Fouquet, que teve um triste fim de seu patriarca: ao que se sabe, Louis XIV morreu de inveja da modesta residência de seu superintendente, e o mandou para a prisão, onde morreu.

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Mas as lembranças boas e românticas do château podem ser resgatadas em um passeio à luz de velas que pode ser solicitado, ou em um show de fontes de água nos jardins. A visita engloba os apartamentos de Monsieur e Madame Fouquet, os salões cerimoniais ricamente mobiliados e a cúpula, de onde você pode ter uma visão 360º do alto de 25 metros do castelo. Outra boa pedida é visitar o Museé des Équipages, um museu de carruagens do século 18 e 19 que está incluído no valor do ingresso.

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Château de Chantilly

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A cidade faz juz ao nome do creme adocicado chantilly, inventado por lá, e guarda o château que é um paraíso para os amantes de arte, especialmente por causa da abrangente coleção de pinturas antigas que possui, a segunda maior da França depois do Louvre. O castelo é do filho do rei Louis Philippe I, Henri d’Orléans, que fez de sua casa uma galeria, onde várias salas dispõem quadros que não foram tirados do lugar desde o século 19.

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Outro ponto alto é o Cabinet des Livres, um repositório de mais de 30 mil volumes, entre eles uma das edições da Bíblia de Gutenberg. Os jardins também receberam os toques de expert de Le Nôtre em meados do século 17. Depois de muito andar e tentar olhar todos os cantos, o que dificilmente será feito em um dia, a fome pode bater e o restaurante La Capitainerie cumpre muito bem o seu papel. Lá, é indispensável provar o chantilly preparado no castelo, e outros pratos feitos com ingredientes frescos da estação. Toda essa bonança está perto de Paris, a aproximadamente 50km.  

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