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Top 3 : Curiosidades sobre Claude Lévi-Strauss

28 de novembro de 2017 às 10:40

Por Maxime Samson 

Este 28 de novembro é comemorado o aniversário de Claude Lévi-Strauss, pai da antropologia estrutural, e um dos maiores intelectuais do século XX! “O Brasil representa a experiência mais importante da minha vida, que teve um papel determinante na minha carreira” afirmou o mais brasileiro dos antropólogos franceses! Ele começou a estudar direito em Paris para finalmente obter uma agrégation de filosofia da universidade da Sorbonne. E foi eleito professor do Collège de France em 1959, recebido na Académie française em 1973!

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Lévi-Strauss na Amazônia 

Trabalhou na Universidade de São Paulo

Claude Lévi-Strauss aceitou de trabalhar na universidade de São Paulo como professor de sociologia em 1935 quando a população do estado só era de 7 milhões de pessoas ( mais de 40 milhões hoje! ). De volta pra França, ele foi mobilizado pelo exército para a Segunda Guerra mundial em 1939, logo desmobilizado com a assignatura  do armistice e as leis racistas do régime de Vichy que impedia ele de praticar sua profissão . Ele só voltou pro Brasil décadas depois em 1985 com o presidente François Mitterrand durante sua visita oficial do país, e falou que não reconhecia mais o país que conheceu durante sua primeira viagem!

Fez uma expedição na Amazônia

Claude Lévi-Strauss organizou várias expedições no Mato Grosso e na Amazônia para descobrir e pesquisar sobre populações indígenas especialmente as tribos Caduveo, Bororo, Nambikwara e Tupi-Kawahib. Ele contribui dando uma nova visão revolucionária   para a antropologia moderna e o mundo das ciências sociais : a teoria estruturalista ou estruturalismo. Ele usa as suas búsquedas para apoiar sua teoria no livro Tristes Tropiques, que fez muita polêmica por causa do incipit “Eu odeio viagens e os exploradores.”

Era um vegetariano convicto

Claude Lévi-Strauss era vegetariano e tive várias reflexões sobre as teorias de hierarquia de civilizações falando que “um dia chegará quando o pensamento de, que para se alimentar, homens do passado criaram e massacraram seres vivos e, com complacência, expuseram sua carne triturada em vitrines, sem dúvida, inspiraram a mesma repulsão que a dos viajantes dos séculos XVI e XVII que enfrentaram refeições canibais de indígenas na América, Oceania ou África “.