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Top 8: Mulheres francesas que fazem a diferença

7 de março de 2021 às 12:58

Por Beatriz Prieto

Atualizado em 7 de março, 2021

Para lembrar o dia das mulheres, neste 8 de março, selecionamos 8 mulheres francesas que alcançaram posições de destaque em suas áreas profissionais. Os nomes transitam pela ciência, política e economia, áreas que recebem, historicamente, participação massiva de homens. Elas mostram que não há limites para o empoderamento feminino! Inspirezvous!

Christine Lagarde

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Christine Lagarde é uma advogada, economista e política francesa. Desde 2019, é Presidente de Banco Central Europeu. Anteriormente, foi a primeira mulher a ocupar o cargo de Diretora-Gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), entre os anos de 2011 e 2019. Ela tem uma carreira política extensa, em 2016, assinou junto a outras 17 mulheres do governo francês, uma carta aberta que denunciava o comportamento da elite masculina sexista e pede mudanças. Sua presença em um cenário político tradicionalmente ocupado por homens contribui para aumentar a representatividade das mulheres neste meio.

 

Françoise-Barré-Sinoussi

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Nada menos que a descobridora do vírus da AIDS, Françoise desempenha um papel fundamental para a ciência, reconhecida com um Prêmio Nobel em 2008. Seu feito começou em 1983, quando a pesquisadora publicou na revista Science a descrição de um retrovírus, naquele momento ainda não identificado como HIV. Seus estudos renderam mais de 240 publicações científicas, levando informações de prevenção e tratamento da AIDS para países em desenvolvimento.

 

Christiane Taubira

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Nascida na Guiana Francesa, Taubira já ocupou vários cargos políticos, e vem defendendo firmemente os direitos dos marginalizados durante sua carreira. É dela o projeto de lei que permite o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo, que entrou em vigor em 2013 na França. Outra lei, de 2001, nomeada Lei Taubira, reconhece o tráfico atlântico de escravos e a escravidão como um crime contra a humanidade.

 

Anne Hidalgo

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Vinda da Espanha junto de sua família, Ana obteve a nacionalidade francesa em 1973, passando a se chamar Anne, e entrou na vida política em 1997 para trabalhar no ministério do emprego. Em 2014, tornou-se a primeira prefeita mulher a administrar Paris, e com isso pôde implementar medidas sustentáveis, como banir carros de áreas específicas no primeiro domingo do mês, incentivar o uso de ciclovias, transporte público, e assim tornar a cidade mais amigável aos pedestres. 

 

Esther Duflo

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A economista francesa é reconhecida por suas pesquisas com foco em encontrar soluções para erradicar a pobreza e colaborar para o acesso da população vulnerável à saúde. Em 2011, após 15 anos de pesquisa aprofundada sobre a pobreza, ela lançou o livro Poor Economics, muito bem visto pela crítica. Duflo tenta disseminar suas ideias por meio de revistas científicas e conferências no TED, tendo já ganhado prêmios que reconhecem seu esforço e estudo para provocar mudanças no entendimento e levantamento de dados sobre a pobreza.

 

Sue Y. Nabi

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Sue Y. Nabi, empresária trans francesa de origem argelina, tem uma carreira meteoro no ramo da beleza. Depois de presidir a Lancôme e lançar, entre outros, La vie est belle, o perfume feminino mais vendido em 2019, esta visionária foi nomeada Diretora Executiva da Coty, uma das gigantes da cosmética e fragrâncias do mundo. Nunca uma mulher transgênero alcançou tal posição na indústria da beleza.

 

Marion Cotillard

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A atriz francesa é reconhecida mundialmente pelo seu talento. Ela ganhou um Oscar de melhor atriz em 2008 ao interpretar um dos maiores nomes da música francesa, Edith Piaf, no filme “Piaf – Um Hino ao Amor”. Marion tem uma carreira consolidada na França e em Hollywood, já trabalhou em diversos filmes como: “Ferrugem e Osso”, de Jacques Audiard, “Meia-Noite em Paris”, de Woody Allen, “A Origem”, de Christopher Nolan e muitos outros sucessos. A atriz também é super engajada em causas ambientais, ela é embaixadora da Associação francesa Wayanga, que promove apoio e preservação da cultura e dos povos indígenas da Amazônia.

 

Jeannie Longo

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A ciclista Jeannie Longo é sem dúvida uma das esportistas mais longevas do mundo, ao 62 anos de idade ela ainda compete  e ganha corridas. Ela começou a pedalar aos 20 anos em 1978 e ganhou seu primeiro título francês no ano seguinte. Jeannie tem nada mais, nada menos do que 59 títulos nacionais, 13 títulos mundiais e uma medalha de ouro olímpica. Em 2020, ela ganhou sua mais recente competição, em uma corrida regional na França. Detalhe, a segunda colocada era 40 anos mais nova!

 

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