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10 coisas que você não sabia sobre Marcel Duchamp

4 de maio de 2021 às 00:00

O mundo da arte moderna não seria o mesmo sem Marcel Duchamp (1887-1968). O pintor e escultor francês chocou o mundo com suas ideias inovadoras. Quem iria imaginar que um mictório poderia virar arte?

Duchamp liderou o movimento Dadaísmo, que tinha como intuito denunciar de forma irônica o horror que estava acontecendo durante a primeira guerra mundial. As pessoas foram surpreendidas, pois o mundo parecia seguir em direção ao progresso, mas o conflito cessou esse sentimento de otimismo.

A arte “dada” traz então, esta incoerência, desordem e caos. A sua principal representação ficou marcada pelos “ready-mades”, objetos já fabricados presentes no cotidiano expostos como obras de arte.

Vamos conhecer um pouco mais sobre Marcel Duchamp? Veja aqui 10 fatos que você não sabia sobre o artista:

 

1 – Talento precoce, rebeldia também

Duchamp fez a sua primeira pintura, “Church em Blainville”, aos 15 anos e se matriculou na Académie Julian, na École des Beaux-Arts de Paris. Mas, Duchamp não era um bom aluno, como ele mesmo confessou, pois costumava cabular aulas para jogar bilhar. Ele acabou sendo reprovado após um ano.

marcel-duchamp

2 – Família de artistas

Três de seus irmãos também eram artistas: Jacques Villon (pintor e ilustrador), Suzanne Duchamp (trabalhava com pintura) e Raymond Duchamp-Villon (escultor).

3 – Problemas na família

Duchamp descrevia sua mãe como distante, fria e indiferente. O artista sentia que ela preferia suas irmãs mais novas a ele, uma preferência que teve um efeito profundo em sua autoestima. Alguns biógrafos acreditam que sua arte reflete seus grandes esforços para lidar com uma raiva e ciúme não assumidos.

4 – Ser apenas Duchamp não era suficiente

Duchamp tinha um alter ego feminino denominado Rrose Sélavy, cujo nome traduzido significa “Eros, assim é a vida”.

5 – Pioneiro

Muito além do Dadaísmo, Duchamp está associado a vários movimentos de arte moderna, incluindo cubismo e surrealismo. Graças a ele, foi aberto um novo caminho para a arte pop e conceitual.

6 – Jogador de Xadrez

Duchamp era apaixonado por jogos de xadrez. Em 1923, ele renunciou publicamente à arte, dizendo que passaria a vida jogando xadrez; inclusive, participou de várias equipes de torneios franceses. No entanto, ele continuou trabalhando de 1923 a 1946, com o seu alter ego feminino.

7 – Obras Inesquecíveis

"A Fonte" (1917)
“A Fonte” (1917)

O ready-made mais famoso de Duchamp é “A Fonte”, de 1917, um urinol apresentado como uma obra de arte assinada por “R. Mutt”, que foi rejeitado pelo júri da exposição. A obra só foi aceita quando os avaliadores tomaram conhecimento do verdadeiro criador da escultura. O paradeiro da obra é um mistério, há diversas teorias a respeito entre elas: roubo, descarte ou até mesmo sua destruição por parte do próprio Duchamp. Assim, sempre que nos deparamos com essa obra em museus pelo mundo se trata de uma reprodução.

8 – Influência Americana

Duchamp passou uma parte da sua vida morando em Nova York, nos Estados Unidos. Essa experiência foi muito marcante para o desenvolvimento de sua arte. Foi neste período, que ele fez 2 de suas obras mais conhecidas: “A Fonte” (1917) e “L.H.O.O.Q.” (1919). Em 1955, ele adquiriu a nacionalidade americana.

9 – Último Trabalho

“Étant Donnés” foi seu último trabalho. Ele fez a obra em segredo, e queria que ela fosse mostrada apenas após sua morte.

10 – Criativo até na morte

Marcel Duchamp morreu em sua casa, em Neuilly-sur-Seine, na França, em 2 de outubro de 1968. Ele foi enterrado em Rouen sob o epitáfio “Além disso, são sempre os outros que morrem”.

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