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Top 5: Babados sobre Arthur Rimbaud

18 de outubro de 2017 às 18:26

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Poeta controverso, Arthur Rimbaud foi uma das figuras centrais da poesia francesa no século passado. Com uma vida fugaz e intensa, que acabou cedo, aos 37 anos, ele conseguiu deixar sua marca e inspirar vários movimentos artísticos até hoje. Para celebrar a data do seu aniversário, dia 20 de outubro, veja alguns fatos marcantes desse enfant terrible:

Mochileiro do século XIX

Rimbaud era um aventureiro nato e desde cedo ele fugiu diversas vezes de casa. Mesmo com sua morte precoce, ao longo de sua vida ele esteve em muitos lugares do mundo. Ele morou em Londres com o poeta Paul Verlaine e também viajou pelos países europeus, inclusive com uma parte dessas viagens sendo feita a pé! Mais tarde ele se alistou no exército holandês e foi para a Indonésia e ao fim de sua vida morou na Etiópia como um mercador.

Talento precoce

Orgulho dos professores, desde os 15 anos ele já escrevia poesia e, pasmem, ganhou muitos prêmios de concursos por seus poemas em latim! Foi também nessa época que começou a escrever poemas em francês, sua língua natal. Apesar da efêmera carreira literária, sua poesia é considerada uma das fundadoras da literatura moderna. O jovem foi um dos fortes influenciadores do surrealismo e do movimento marginal. No Brasil, sua obra recebeu um grande empenho de tradutores como os poetas Augusto e Haroldo de Campos.

Relação com Verlaine

A geração dos poetas malditos não estava para brincadeira, não! Há vários indícios de que Paul Verlaine e Arthur Rimbaud tiveram um caso de amor no início da década de 1870. Longe de ser pacífica, a relação dos dois causava polêmica nos círculos da boêmia europeia da época. O fim da relação se deu num episódio de fúria no qual Verlaine atirou na mão de Rimbaud. O livro Arthur Rimbaud: Correspondência, livro lançado no Brasil em 2009, mostra um pouco dessa relação conturbada. Há também o filme-biografia, Eclipse de uma paixão, em que o poeta é interpretado por Leonardo DiCaprio:

 

Mito artístico

Os seguidores do jovem poeta não pararam de se multiplicar ao longo dos anos. Além dos artistas que foram influenciados no início do século passado, outros vieram a cultuar Rimbaud, mesmo fora da literatura. É o caso, por exemplo, da cantora Patti Smith, que sempre citou o poeta como influência central, inclusive comprando a casa onde ele morou em sua juventude para apoiar a sua reconstrução. O artista plástico David Wojnarowicz, criou uma série de fotografias com uma máscara icônica de Rimbaud pela cidade de Nova York.

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Poesia na cidade

Para terminar, separamos essa homenagem à poesia instalada na Rue Férou, em Paris. Criado pelo caligrafo Jan Willem Bruins, para ser aplicada em um muro antes sem vida, esse graffiti traz o famoso poema de Rimbaud Le Bateau Ivre (O Barco Bêbado). Escrito da direita para esquerda, o artista diz ter feito a obra dessa forma para simular o movimento do poema sendo levado pelo vento, já que suspeita-se que ele foi declamado pela primeira vez em um bar da região!

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